Há uns anos atrás, por causa de um texto de opinião que publiquei num jornal local, onde dizia que se não fosse a câmara a fazer e a promover não havia actividade cultural em Guimarães fui ‘decapitado’ na praça pública. Infelizmente, não só já era uma amarga realidade como com o passar dos tempos a situação das associações culturais se agravou. Por falta de dinheiro e de dirigentes. E, por causa disso, as realizações culturais quase desapareceram ou se não desapareceram mudaram de filosofia, pelo facto de os seus novos dinamizadores passarem a vir do lado do poder politico, ainda que em parcerias com privados, mormente empresas de alguma dimensão.
Hoje, apesar de continuar a ser verdade que a câmara municipal de Guimarães – ou melhor a Oficina (Vila Flor) e a Tempo Livre –, continuar a ser o motor cultural e executor do concelho, há alguns sinais muito animadores a surgirem das associações culturais. Há novos e mais motivados dirigentes e há uma ’fome’ diferente de novidade, mormente ao nível da promoção musical, e nota-se o regresso animado das tertúlias. Isto é, há, efectivamente, uma nova dinâmica associativa. Vale, por isso, a pena estar atento ao que vai surgindo.
Quem já percebeu esta nova realidade (e ainda está a instalar-se!) foi a FNAC. Já fez imensas parcerias com as colectividades vimaranenses. O que é bom, mas exige atenção e maior dedicação associativa. Resta à nova leva de dirigentes associativos estar atento aos novos tempos para não se deixarem ultrapassar.